Filha de pai suíço e mãe brasileira, Natascha Honegger começou a atuar com cinco anos e já foi chamada pela seleção sub-19 da Suíça para disputa do Europeu da categoria

Natascha Honegger pode não ser muito conhecida em terras brasileiras, mas sua origem tem uma pitada verde e amarela. A goleira do Luzern, da Suíça, nasceu no país europeu, mas tem mãe brasileira e, por isso, dupla nacionalidade. Observada pela CBF, a jogadora é titular no seu clube no elenco profissional e pratica o futebol desde os cinco anos de idade. O incentivo veio do pai, que é suíço, logo cedo ainda em Greifensee no clube da cidade, o FC Greifensee.

Eu comecei a jogar bola com cinco anos porque meu pai levava meu irmão para o futebol. Depois me levou também e queria que eu jogasse. Minha mãe não queria no começo, queria que eu fizesse balé, mas depois ela permitiu porque viu que eu estava feliz – afirmou Natascha Honegger ao blog Dona do Campinho.

Atualmente com 21 anos e 1,79m, a goleira nem sempre esteve na posição do campo que hoje se encontra. Mudou para o gol com 14 para 15 anos, quando atuava pelo Zurich, e desde então vem crescendo na posição. Chegou a ser chamada pela seleção suíça sub-19 e atou como titular no Europeu Sub-19 de 2016, de acordo com dados da Uefa.

No começo, quando fui para o Zurich, não estava no gol, mas atuava como atacante. Com 14, 15 anos mudei para o gol. O pessoal via que eu estava bem no gol e com altura. Depois, a Suíça sub-19 me chamou para o gol. No gol estou muito feliz. Você tem um papel de destaque no jogo – afirmou.

Sobre o futuro, ela tem uma ideia clara sobre o próximo capítulo. Depois de garantir o primeiro contato profissional com o Luzern em 2017, ela planeja deixar a Suíça e atuar em outro país para garantir ainda mais experiência na carreira.

Vou terminar minha escola e depois quero mudar para outro país europeu esse ano. Quero fazer meu nome em outro país – declarou ela, que é a goleira titular da sua atual equipe.

A jogadora afirmou que o técnico do seu atual time, Luzern, vê com bons olhos sua ida para que ela tenha uma evolução ainda maior na carreira.

Meu treinador já sabe que eu quero mudar. Ele também pensa que é importante e então não há esse problema – disse.

Observação da CBF

O técnico da seleção brasileira, Vadão, afirmou que a atleta está sendo observada. De acordo com o treinador, uma análise mais aprofundada deve ser feita por Veludo, preparador de goleiros da seleção feminina.

A gente olhou, achou de uma estatura muito boa, mas até aí é uma coisa. Uma coisa é você ver de perto, aonde ela pode chegar. Cabe ao Veludo (preparador de goleiras) e não a nós essa avaliação – disse Vadão ao blog Dona do Campinho.

Preocupação com Bárbara

A observação de novas atletas também se deve ao fato de uma preocupação surgida com Bárbara. A goleira titular da seleção brasileira passou por uma cirurgia em um dos dedos e é uma dúvida para a disputa da Copa do Mundo da França, em junho. De acordo com Vadão, a comissão técnica está esperançosa em contar com a jogadora.

A gente sempre é otimista. Quem trabalha em futebol sempre é otimista. Agora, tem casos que independe do otimismo. Depende da recuperação. A Bárbara é uma jogadora forte, jovem, valente. Quem sabe as coisas aconteçam positivamente. Os médicos sabem que ela vai ter um tempo para tudo isso se organizar novamente e aí vai depender mesmo do tempo. Nós estamos esperançosos que ela possa participar. Não vamos nos precipitar porque não depende de nós. Depende do departamento médico e a recuperação do organismo dela. A gente vai ficar na espera. E esse monitoramento não foi nem por causa da Bárbara. Surgiu. A gente sempre vai monitorando e coincidiu nesse momento com a ausência da Bárbara. Mas nós temos a Aline, Letícia, Tainá, a própria Luciana, que chegou agora e já foi jogadora nossa na Seleção. Vamos fazer um estudo e ficar torcendo para a Bárbara poder voltar – afirmou.